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8 romances de

Denny Yang

disponíveis para download.

 

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conto publicado na edição de agosto da Verbo 21

www.verbo21.com.br

 

O último suspiro dos metaleiros

 

Foram juntos a um show de rock.
Se conheciam fazia pouquíssimo tempo.
“Olímpia, cara.... há muito tempo que eu não vinha no Olímpia”.
Esse que falou tocava guitarra, teve uma banda no início dos anos 90, mas só de brincadeira... uma banda meio cover.
“É... pra você ver como o tempo passa... eu nem sabia que isso aqui ainda existia...”.
“Que lugares voce frequentava, antigamente?”
“Ah, antigamente... a gente ia nuns botecão, mesmo... ou na Mourato Coelho... nem tocava muito rock... tinha aquele Madame Satã, que tocava, mas eu nem curtia muito aquele pico’”
“Meu, a última vez que eu vim no Olímpia foi justamente pra ver esse cara... Steve Vai... grande Steve Vai...”
“Ele é o cara... não tem ninguém, ninguém no mundo que toca melhor que ele”
O outro também tocava guitarra, mas preferia tocar baixo, coisa que o primeiro nao sabia, mas poderia, se quisesse, naturalmente.
“De repente, até tem... o Joe Satriani, digo”.
“O Satriani certamente tá nos top 5 melhores guitarristas do mundo, mas ele não tem a técnica, a velocidade, que o Steve Vai tem...”
“Na época, diziam que o Van Halen era o melhor do mundo... acho que só depois daquele filme com o Ralph Maschio, da encruzilhada, que descubriram o Vai... que foi mestre do Satriani.  Você viu o filme?”
“Claro, velho. A encruzilhada,tem toda aquela mitologia entre o pacto com o diabo, o blues do Mississipi... a história do Robert Johnson...”
“É... é um filme que depois, inclusive o Eric Clapton deve ter se inspirado, pra fazer aquele último album dele, o Crossroads... se bem que o Eric Clapton sempre fez umas coisas meio blueseiras, meio isnpiradas no Robert Johnson... mesmo o primeiro álbum Unplugged dele, da Mtv americana...acho que tem umas cinco ou seis versões dele do Robert Johnson...”
“É... o que o rock não deve ao Robert Johnson... o pai do blues...”
“ O Eric Clapton, antigamente, eu achava que ele era o cara… cara, eu ainda continuo achando que ele é o cara… vi uma vez lá no Estádio do Pacaembu… depois que ele fez o Tears in Heaven, depois de Change the World, depois até de My Father’s Eyes… ele, depois que perdeu o filho, parece que deu uma puta duma guinada, né?”
“É, pra você ver o destino, como é... e foi inclusive com ele, com o Unplugged dele, que essa onda de cds acústicos viraram.. Em todas as Mtvs do mundo... “
(continue lendo)

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New York, New York, um belo livro de Denny Yang

por Gerald Thomas

publicado originalmente em seu blog do Portal IG

http://geraldthomasblog.wordpress.com

 

“Quando criança, eu havia visto, ou lido, alguma coisa sobre a guerra. Eu achava que nunca viveria o bastante, ou que ninguém mais iria presenciar um momento de guerra...” (…) “Talvez fosse assim que ela me visse, como um mero amigo, que saiamos juntos para nos divertir como fazíamos no passado.”

Denny Yang é um brasileiro que mora em Taiwan. Seu livro maravilhoso (que estou há tempos para resenhar) se chama “New York, New York”. Não fica claro se o autor já esteve aqui em NY, ou não. Mas isso não importa. O que importa é uma imagem utópica dessa cidade. Tão utópica quanto esse OVNI que vocês vêem no topo da página que vem a ser um detalhe art deco (telhado do hotel Delano em Miami).

No livro NY é um lugar onde “férias prolongadas” se iguala com o paraíso perdido ou com um lugar montanhoso.

“Que raios de liberdade seria esse que eu não pudesse, se eu quisesse viver nas minhas montanhas?” O livro desinibe o inibido autor e passa a ser um berro de guerra contra o mundo, uma prisão. O livro é ficção. Mas toda ficção está nas entranhas do seu autor.

Não muito distante da realidade da vida de David Goldman, Denny vive um exílio auto-imposto na ilhota chinesa.

Em sua dedicatória para mim ele escreve: “Para GT, um americano-brasileiro, que deve compreender este livro de um escritor brasileiro-taiwanês. Um abraço… DYang”

Sim, entendi e amei. O blog dele está linkado a esse. Mas amar um livro deve querer dizer entendê-lo ou ter algum nível de compreensão do que está se passando com o autor ou personagem (assim como numa sinfonia de Beethoven ou numa peça de Cage ou num quadro de Jackson Pollock, o estado emocional é o termômetro e basta).

Arte não se entende, mas se percebe e se intui. Às vezes caímos na burrice de construir castelos teóricos sobre essa intuição como Clement Greenberg o fez na década de 50. Mas, graças a deus, logo chegou um Warhol e fez piada de tudo isso, assim como o Duchamp havia feito piada de tudo décadas antes!

 

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